segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


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sábado, 15 de setembro de 2012

EM BREVE

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Conheça a história de crianças que já nascem más

Sim, maldade pura existe. Ela é muito pior do que você imagina. E pode começar já na infância

por Eduardo Szklarz
"Para mim, isso era coisa de filme". Do outro lado da linha, com a voz embargada, Jussara* conta à SUPER como percebeu coisas estranhas no comportamento do filho quando ele tinha apenas 6 anos. Embora o diagnóstico de psicopatia só possa ser feito formalmente aos 18 anos, é possível captar sinais bem antes disso. As crianças psicopatas mentem muito, são manipuladoras, impulsivas e extremamente egocêntricas. Também são cruéis. Podem queimar um cachorro ou estripar um gato. Sufocar um irmão com um travesseiro sem sentir culpa ou remorso. Tentar queimar ou explodir coisas. Mais tarde, na adolescência, podem praticar vários tipos de crime, de simples roubos a atos de violência sexual e homicídios com requintes macabros. Tudo sem que haja um motivo ou fator causador, a não ser o puro instinto. E tudo sem que os pais possam fazer muita coisa - pois estudos sugerem que a psicopatia pode ser causada por problemas estruturais no cérebro, e não pode ser anulada por uma boa educação. É como se os psicopatas já nascessem sentenciados a serem maus; suas famílias, a conviver com isso.


O impulsivo
Desde pequeno, Gustavo batia nos pais e em outras
crianças. Era algo tão grave e tão constante que o levou a ser internado aos 13 anos num hospital psiquiátrico, onde ele ficou por um ano e meio. O tratamento não surtiu efeito. Sua mãe, Natália*, se sentia culpada e humilhada pelas outras pessoas. "Diziam que eu permitia os abusos dele, que bastaria dar uns tapinhas", afirma. "Minimizavam a situação, falavam que Gustavo tinha apenas uma adolescência conflituosa." O garoto roubou dinheiro da família, destruiu a casa 3 vezes, cortou a orelha do pai e golpeou as costelas da mãe, que foi parar no hospital por isso. "Às vezes, eu acordava no meio da noite e ele estava nos observando dormir. Percebi que nos mataria a qualquer momento", conta Natália. "Enfrentei todas essas situações, esperei o que estipula a lei (protegê-lo até os 21 anos) e dei por terminado esse calvário. Não o vejo mais." Natalia tomou a decisão em 1993, após fazer terapia e decidir que o filho era irrecuperável. O casal acabou expulsando o garoto de casa - por puro medo de ser assassinado. "Muitas mães continuam carregando essa situação nos ombros. Outras morrem nas mãos de seus filhos", afirma. Gustavo é a minoria da minoria. Há crianças que são agressivas e perversas como ele era na infância - mas não necessariamente se tornarão adultos problemáticos. Elas batem nos irmãos e tiram objetos dos pais, por exemplo, mas tudo passa após uma etapa de ajuste. "Não podemos jamais concluir que crianças com distúrbios de comportamento serão psicopatas no futuro. Por isso, não se dá o diagnóstico de psicopatia antes dos 18 anos", diz o psiquiatra forense Guido Palomba. Mas algumas crianças que apresentam esses distúrbios vão, sim, se tornar adultos psicopatas, por mais acompanhamento e tratamento que recebam. É o caso de Gustavo: ele nasceu e vai morrer assim. Hoje, aos 40 anos, busca contato com os parentes - mas só para prejudicá-los. Roubou objetos dos pais na única vez que o deixaram entrar em casa. "Continuo em terapia porque a dor de perdê-lo foi dilacerante. Senti culpa e saudade, mas sei que para ele eu não valho nada", diz Natália.

"Às vezes, eu acordava no meio da noite e ele estava nos observando dormir. Percebi que nos mataria a qualquer momento." - Natália, mãe de Gustavo. Argentina.

O predador
Os pais de Gordon* suspeitaram cedo de seu caráter amoral. "Desde que ele mamava no peito, eu percebi que não estabelecia um vínculo afetivo. Mas ele era agradável com as outras pessoas, tão charmoso e atraente, não me preocupei muito", diz Barbara*, a mãe. "Aos 7 anos, vi que algo realmente estava mal: eu tinha de mantê-lo longe dos dois irmãos mais novos para evitar que os agredisse. E o peguei abusando sexualmente da gata do vizinho", diz ela.

Aos 12, Gordon foi acusado de abuso sexual contra uma mulher. Passou alguns anos detido por essa e outras 7 ações do mesmo tipo. Sempre negou a culpa. "Nós demos educação, carinho, viagens, imóveis - e ele arruinou tudo", conta a mãe. "Ele tinha sempre um motivo para pedir dinheiro emprestado, que nunca devolvia. Nos extorquiu US$ 200 mil", afirma ela.

Hoje, aos 24 anos, Gordon é pai de um menino de 4. "Meu maior temor é que ele faça mal a meu neto, que vive com a mãe a 3 200 km da cidade onde eu e meu filho vivemos", diz Barbara, que teme até revelar a cidade onde mora. Hoje, Gordon tenta se abrigar na casa de desconhecidos, que conhece em pontos de venda de drogas. "Predadores são predadores, mesmo que sejam nossos filhos. Não importa o que você fizer, eles vão sempre desrespeitar, ameaçar, desprezar e odiar você. Negar esse fato só causa mais dor", diz Barbara.

Ao contrário dela, a maioria das mães não consegue enxergar que o filho é um psicopata. Mas o transtorno de personalidade começa a dar sinais desde bem cedo, por volta dos 6 anos - em casos extremos, até antes. "A professora do jardim de
infância nota que a criança não obedece a ordens, comete atos muito agressivos e age de forma independente do grupo", explica o psiquiatra Hugo Marietan, da Universidade de Buenos Aires, que estuda psicopatas há 20 anos. "Isso acontece porque o psicopata é uma unidade em si mesmo. Enquanto as outras pessoas se apoiam em redes afetivas, seja de parentes seja de amigos, ele não necessita de ninguém."

Gordon nunca teve um amigo verdadeiro. E isso faz todo o sentido: os
psicopatas não entendem a amizade. Para eles, não passa de um sinal de fraqueza.


"Há filhos que são assim. Não importa o que você fizer, eles vão sempre desrespeitar, ameaçar, desprezar e odiar você." - Barbara, mãe de Gordon. EUA.


O indiferente
Em 1986, o americano Jeffrey Bailey Jr, de 9 anos, foi deixado sozinho com o amiguinho Ricky Brown, de 3. Jeffrey sabia que o menino tinha medo de água e não sabia nadar. Mesmo assim, levou-o para a piscina e o empurrou lá dentro. Ricky se debateu por vários minutos, gritando por socorro. "Em vez de estender o braço, Jeffrey puxou uma cadeira para assistir à morte do menino. Depois foi para casa", diz a psicóloga forense Katherine Ramsland, da Universidade DeSales, nos EUA. Ao se encontrar com um vizinho, Jeffrey perguntou "o que era a gosma branca" que sai do nariz de uma pessoa que se afoga. A polícia encontrou o corpo de Ricky às 18h40, cerca de 8 horas após o afogamento. "Foi um acidente", mentiu Jeffrey. "Ao ser interrogado, o garoto se mostrou indiferente à morte do amigo. Ele estava mais preocupado em ser o centro das atenções do que em sentir qualquer tipo de remorso pelas coisas que havia feito", conta Ramsland.

A história ajuda a entender a mente psicopata. É comum que
crianças (normais) tenham dificuldade de lidar com emoções. Podem ser impulsivas, narcisistas ou agressivas, bater nos irmãos por ciúme ou egoísmo. "Mas quando uma criança comete atos assim por sadismo, e sem sentir remorso ou culpa, pode-se suspeitar de psicopatia", diz o psicólogo forense americano Carl Gacono. "Outro elemento é a falta de empatia, a incapacidade de se colocar no lugar do outro." Segundo Gacono, esses 4 sinais - sadismo, falta de remorso, falta de culpa e ausência de empatia - podem ser detectados entre 6 e 9 anos, quando a personalidade está se formando.


"Ele não demonstrou remorso, e estava desfrutando ser o centro das atenções." - Katherine Ramsland, psicóloga Forense, EUA

O suicida
Aos 6 anos, Bruno* não demonstrava emoções nem vínculo afetivo. Só apatia. Depois o garoto se tornou agitado e manipulador. A mãe, Jussara*, o levou a vários médicos no ABC paulista. Todos disseram que era apenas ansiedade. E Bruno foi ficando cada vez pior - tentou suicídio 3 vezes. Depois dos 18, finalmente recebeu um diagnóstico concreto: transtorno de personalidade. "Eles [os médicos] disseram que meu filho não pode viver em sociedade. Foi duro escutar isso." Mãe de 4 filhas mais novas, Jussara diz que o melhor para Bruno seria permanecer internado. "O problema é que as clínicas não o aceitam. Além dos laudos médicos, já precisei de várias liminares para que o internassem", afirma. Entre um hospital e outro, Bruno se envolveu romanticamente com duas enfermeiras, uma das quais o ajudou a fugir. "Ele nunca fez mal aos outros porque a família agiu desde cedo para contê-lo, com remédios e internações", diz a mãe. Hoje com 24 anos, o rapaz está desaparecido há um mês. "Provavelmente virou um andarilho", acredita Jussara, que teme ser responsabilizada por atos violentos do filho contra outras pessoas. "E se amanhã acontecer alguma coisa na rua, como os casos monstruosos que vemos na TV, a culpa vai ser de quem?"


"A maioria dos especialistas é despreparada. Sempre diziam que o problema era da criação. E meu filho foi piorando." - Jussara, 40 anos, professora, mãe de Bruno, 24 anos.


O incendiário
André* tinha 3 anos quando começou a fazer terapia. Segundo Claudia*, a mãe, era muito arteiro. "Ele queimava os brinquedos e depois apagava com água e terra. Aos 4, queimou um armário inteiro que ficava fora da casa. Uma vez colocou fogo debaixo do carro usando papel e fósforo, e por sorte não houve uma explosão. Eu e meu marido demos uma bronca, como qualquer pai faria", diz Claudia. Os especialistas disseram que o menino era hiperativo com déficit de atenção. Ele era simpático e conversador, mas mentia demais, e com extrema convicção.

Aos 15 anos, André entrou numa fase mais agressiva. "Ele nos xingava e dizia que ia nos matar. Que explodiria uma bomba em casa. Tentava montar artefatos com fios e adubo do jardim. Eu dormia trancada no quarto com meu marido e o outro filho", diz a mãe. "Uma vez, ele pegou uma faca e veio andando em nossa direção completamente surtado. Foi necessária a intervenção da polícia, que é despreparada para lidar com pessoas nesse estado."

Já adulto, André foi diagnosticado com transtorno antissocial - equivalente, no caso dele, a psicopatia. "Ele tem atitudes inesperadas. Age como uma pessoa normal e tem inteligência admirável. O problema é quando explode", diz Claudia. Segundo ela, o pior de ter um filho problemático é a incerteza constante. "Uns dias são melhores, outros piores, e você nunca sabe o que virá". "Não está escrito na testa que eles são
psicopatas. Passarão pela vida sem que as outras pessoas saibam. Nós, como pais, só queríamos que fossem pessoas capazes de conviver em sociedade, trabalhar, criar e manter suas famílias. Principalmente, que fossem felizes." Hoje, aos 33, André trabalha como técnico em computação e ainda mora com os pais. "Ele tem ficado mais tranquilo com o tempo. Rezo para que continue assim", diz Claudia.


"Ele era uma panela de pressão prestes a explodir sem motivo aparente, ou quando era contrariado." -
Claudia, 56 anos, estudante de direito, mãe de André, 33, São Paulo.


O sádico
Roberto Aparecido Alves Cardoso sofreu anóxia (falta de oxigênio) durante o parto. Dezesseis anos mais tarde, arquitetou o assassinato do casal de namorados Liana Friedenbach, de 16, e Felipe Caffé, de 19. Roberto Cardoso é o Champinha, autor de um dos crimes mais famosos do Brasil recente. Qual a ligação entre as duas coisas? Ele é considerado um pseudopsicopata, ou seja, uma pessoa que se comporta como psicopata devido a um dano físico sofrido pelo cérebro - no caso, a anóxia.

Champinha estuprou Liana por 5 dias e depois a matou a facadas. Felipe recebeu um tiro na cabeça. Os comparsas de Champinha foram condenados a 177 anos de prisão. Como era menor, ele foi para a Fundação Casa e em 2007 foi internado na Unidade Experimental de Saúde (UES), em São Paulo, onde está até hoje. No ano passado declarou, por meio de seu advogado, que não vê "sentido" em ficar preso e gostaria de estudar para ser veterinário. Sua rotina na UES se resume a comer, dormir e assistir aos jogos do Corinthians.

Pessoas como ele poderiam um dia ser reintegradas à sociedade? Talvez não. A maioria dos especialistas acredita que a psicopatia tenha um componente genético. Segundo essa teoria, uma boa educação não seria capaz de impedir que a criança se tornasse má. No máximo atenuar o transtorno. Em vez de assassino, o indivíduo poderia virar um executivo inescrupuloso ou um político corrupto, por exemplo.


"Um assassino assim não pode viver em sociedade." - Ari Friedenbach, Pai dew uma das vitimas. Brasil.


O assassino serial
O pequeno Steven cresceu cercado pela violência. "Meu marido me batia e eu revidava", contou a mãe, Cathy, ao jornal britânico The Guardian. "Steve era um dos meus 7 filhos. Ele era o meu queridinho. E ainda é. Apenas se meteu em problemas." Aos 11 anos, o menino começou a roubar e foi levado a um lar para menores infratores, onde ficou até os 18. A mãe diz que ele sofreu abusos lá (tanto que a instituição acabou sendo fechada). A partir daí, Steven viveu entrando e saindo da prisão: foram 38 condenações por roubos e posse de drogas. Até que em 1993, aos 23 anos, finalmente saiu do limite: estrangulou e queimou Thomas Kelly, de 18, num terreno abandonado de Suderland, na Inglaterra. No ano seguinte, fez o mesmo com David Hanson e Gavid Grieff, ambos de 15. Foi condenado à prisão perpétua em 1996. Segundo o promotor, Steven matou os meninos para que parassem de dizer que ele era gay. Diante da mãe, no entanto, Steven nunca confessou o crime. "Sei que ele não vai sair da prisão enquanto eu estiver viva. Mas eu ainda o amo. Nunca poderia ir contra ele porque é meu filho."


"Ele era o meu queridinho. E ainda é." - Cathy, mãe de Steven Grieveson, 41, Inglaterra.


O torturador
O americano Jason Massey tinha 9 anos quando matou o primeiro gato. Gostou. Nos anos seguintes, dissecou dezenas de outros, que pegava perto de casa.
Psicopatas como ele têm uma curiosidade mórbida por animais domésticos. Espetam os olhos de tartarugas, estripam pássaros para saber o que há dentro, botam fogo num cão só para vê-lo correr. E não se horrorizam com isso. Na verdade, desfrutam do sofrimento alheio - e não se importam em carregar a imagem de sádico. Jason tinha essa fama. Um exemplo: "Na adolescência, supostamente matou o cachorro de uma garota que não quis ser sua namorada", diz a psicóloga forense Katherine Ramsland.

Em seu diário, Jason registrou fantasias de estupros e canibalismo com mulheres. Seu ídolo era Ted Bundy, famoso psicopata americano que seduzia jovens para depois estuprá-las. Bundy matou pelo menos 30 mulheres antes de ser executado na cadeira elétrica, em 1989. Jason queria superar essa marca. Em julho de 1993, aos 20 anos de idade, foi apresentado por um amigo a Christina - de apenas 13 anos. Confessou ao amigo que gostaria de matá-la. Roubou uma arma calibre 22 e comprou munição, facas e algemas.

Poucos dias depois, Jason convenceu Christina a passear com ele de carro no meio da noite pelo interior do Texas. Christina levou junto o amigo Brian, de 14. Foi o último passeio deles. "Brian levou dois tiros. Christina foi desmembrada. Sua cabeça e suas mãos desapareceram", conta Ramsland. A garota levou dezenas de facadas. Teve as vísceras removidas e os mamilos cortados. Jason foi julgado pelos crimes e condenado à morte por injeção letal, em 2001.

A ciência ainda tenta explicar o que está por trás de condutas tão extremas. E algumas pistas têm surgido. O médico forense Guido Palomba examinou vários indivíduos com distúrbios de comportamento. E observou uma característica peculiar nos cérebros de pessoas sádicas. "A constituição anatômica era igual à do cérebro de um epiléptico, com assimetria entre as duas metades", diz Palomba. Isso sugere que comportamentos radicalmente violentos podem ter raiz neurológica - e genética.


"Brian levou 2 tiros. Christina foi desmembrada. Sua cabeça e suas mãos desapareceram." - Katherine Ramsland, psicóloga forense, EUA.


O pedófilo
Rafael* foi adotado aos 3 anos. Márcia*, a mãe adotiva, o encontrou num abrigo para menores. "Antes disso, ele passou por situações de violência e privação de comida", diz. Conforme foi crescendo, começou a fazer coisas ruins. Roubou celulares de amigos e abusou sexualmente da irmã mais nova. "Não chegou a violentá-la, mas abusou dela por muitos anos", diz Márcia. "Só descobrimos quando ele saiu de casa, aos 18 anos, após assediar uma vizinha." Rafael foi diagnosticado com personalidade antissocial agravada por pedofilia. Hoje, aos 25, é pai de um menino de dois anos, que mora com a mãe. "Nossa maior preocupação é que ele se aproxime da criança", diz Márcia. "É difícil para as pessoas entenderem a situação porque ele parece muito bonzinho, cativa todo mundo." Rafael mora num apartamento alugado pela família.


"Ele mente até o último minuto possível. Só admite a verdade quando vê que não tem saída." - Márcia, 43 anos, publicitária, mãe de Rafael, 25, São Paulo.


O Perverso
Aos 9 anos, o paulista Bernardo* enforcou a empregada de sua casa usando uma gravata que pertencia ao pai. Ele passou a gravata em torno do pescoço da mulher, fez um laço num cano e puxou. Bernardo não chegou a suspender sua vítima. Ela desmaiou e acabou se enforcando com o próprio peso. Um ato de
crueldade inimaginável - e que se encaixava na personalidade psicopata do garoto.

"O menino apresentava um distúrbio de comportamento violentíssimo. Esfregava fezes na parede ou as atirava nas pessoas. Também tinha perversões sexuais com
crianças do mesmo sexo", revela, sob anonimato, o médico que o atendeu. "O garoto não era vítima de pedófilos maiores de idade. Ele é que tomava a iniciativa das ações sexuais. Pegava pedaços de madeira para empalar outras crianças, por exemplo." O caso da empregada foi abafado pela família, e não houve punição para Bernardo.

Assim como ele, os
psicopatas têm uma gama de sentimentos reduzida. Não sentem ternura, amor, solidariedade ou tristeza. "Vivem num pêndulo entre duas emoções básicas: o entusiasmo (para buscar os objetivos) e a ira (quando se frustram por não realizá-los)", diz o psiquiatra Hugo Marietan. "Mas estudam os sentimentos das outras pessoas com o objetivo de manipulá-las". O choro do psicopata não é espontâneo, e sim puro teatro para conseguir alguma coisa. Ele despreza os colegas ao vê-los rindo ou chorando. Um outro jeito de ver a vida.


"Ele atirava fezes nas pessoas e praticava atos sexuais com outras
crianças." - Médico que examinou o garoto. Brasil.

Para saber mais
The Clinical and Forensic Assessment of Psychopathy: A Practitioner´s Guide
Carl B. Gacono, Lawrence Earlbaum Associates, 2000

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cantores estão no time de técnicos do programa The Voice Brasil


Claudia Leitte, Carlinhos Brown, Daniel e Lulu Santos são os técnicos do The Voice

Artistas escolherão os participantes sem vê-los, escutando apenas a voz deles



Quem for selecionado para o The Voice Brasil terá que se apresentar para Claudia Leitte, Carlinhos Brown, Daniel e Lulu Santos. Os quatro artistas consagrados da música popular brasileira serão os Técnicos do programa. Essa tarefa não será nada fácil: a direção do programa escolheu os quatro cantores de peso para que eles formem equipes e cuidem delas, orientando e treinando cada participante até a grande final, quando apenas um ganhará o prêmio de R$ 500 mil e um álbum gravado pela Universal Music.
Na primeira fase do programa, os candidatos cantarão para os técnicos nas chamadas Audições. Nelas, os técnicos não podem ver os candidatos, apenas escutam a voz deles. Eles ficam de costas e se gostarem do teste, apertam um botão que faz a poltrona girar, revelando quem é o dono da voz que escolheram para fazer parte da equipe. Se mais de um técnico escolher a mesma pessoa, o candidato é quem decide com qual artista quer trabalhar. Serão 12 participantes em cada time.
Técnicos na expectativa
“O programa é uma oportunidade especial para promoção de talentos. Talentos esses que não são determinados pelo tempo de existência no mercado da música, mas que terão oportunidade expressiva de fazerem-se conhecidos para o grande público”, disse Carlinhos Brown, sobre sua expectativa para o novo projeto.

A cantora Claudia Leitte, única mulher entre os técnicos, também revelou a emoção de participar do ‘The Voice Brasil’. "Fiquei muito tentada a participar desde que recebi o convite, pois se trata de um programa que adorei assistir numa temporada que passei nos Estados Unidos. O Brasil precisa de um projeto assim, e eu sempre quis produzir outros artistas", contou.

Pode ser divertido e uma bela responsabilidade ao mesmo tempo"
Lulu Santos
Lulu Santos se disse encantado com o desafio e entusiasmado com todas as possibilidades da atração. “Pode ser divertido e uma bela responsabilidade ao mesmo tempo, instigante, como as melhores coisas costumam ser. Minha formação de MPB é principalmente televisiva, sou resultado direto e reto da

segunda-feira, 11 de junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

CNN lista as 10 melhores cidades de praia do mundo


CNN lista as 10 melhores cidades de praia do mundo
30 de Maio de 2012  07h56  atualizado às 08h05

Miami Beach, Miami, Florida, Estados Unidos: não é difícil de entender porque Miami é sinônimo de praia. São mais de 14 quilômetros de costa com areia branca. Suas praias tem uma reputação para o hedonismo e é verdade que as suas discotecas - especialmente na área de South Beach - são ímãs para os ricos, famosos e bonitos. Apesar da fama, a poluição tem sido um problema da região. Mas grupos como ECOMB (Coalizão Ambiental de Miami) têm trabalhado arduamente para espalhar a mensagem de limpeza Foto: Getty Images
Não é difícil de entender porque Miami é sinônimo de praia. São mais de 14 quilômetros de costa com areia branca
Foto: Getty Image
Quando você ouve a palavra "cidade", qual é a primeira coisa que vem à cabeça? Arranha-céus? Engarrafamentos? Excelentes restaurantes? E as praias? Existem algumas cidades onde a classe trabalhadora pode tirar o terno e a gravata e correr para os calçadões da praia vestindo biquíni ou roupas frescas e desfrutar de um dia com os pés na areia, sem ter que deixar a área urbana.
Reunindo informações sobre o que pessoas viajadas conhecem, a CNN fez uma lista com 10 das melhores cidades de praia no mundo. Veja quais são:
Praia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil
Ipanema era famosa muito antes de Vinícius de Moraes e Tom Jobim comporem a famosa música Garota de Ipanema. A canção, no entanto, sintetiza perfeitamente o fascínio eterno dos 1.600 metros de comprimento de praia, com cerca de 90 metros de areia e cenário de montanhas. Este é o lugar onde o biquíni fio-dental fez sua estreia.
Ipanema é considerada por cariocas como a mais limpa praia da cidade. Ambulantes cruzam a areia vendendo de tudo, de cerveja gelada e caipirinha e de camarão grelhado a quejo na brasa.
Gordon-Frishman Beach, Tel Aviv, Israel
Jerusalém pode ser a capital, mas o pulso da juventude de Israel pode ser sentido com mais intensidade em Tel Aviv e, especialmente, em suas praias enormes. Estendendo-se por quilômetros abaixo do lado ocidental da cidade, a areia dourada oferece uma gama de possibilidades a partir de bar hedonistas para o divertimento da família orientada.
As pessoas mais modernas tendem a se bandear para a praia Gordon-Frishman e desfrutar de um café à beira-mar ou dar um mergulho na piscina de água salgada. Às sextas-feiras muitos vão para Dolphinarian, uma praia pouco mais ao sul, onde acontece um festival de música semanal. Tel Aviv é o lar de algumas das pessoas mais bonitas do Oriente Médio.
Bondi Beach, Sydney, Austrália
A maioria das principais cidades da Austrália está perto de grandes praias. Uma das tiras de areia mais famosas do mundo é a Bondi, o oceano mais próximo do centro da cidade, que garante a sua popularidade entre os turistas e moradores locais. A água azul-turquesa é o que mais chama a atenção das pessoas.
Bondi é uma das mais limpas praias de Sydney e é o local perfeito para os fãs de surf, já que uma rede submarina mantém os tubarões longe. Com mais de 130 restaurantes, os banhistas podem desfrutar desde tapas asiáticos até peixes e batatas.
Waikiki Beach, Honolulu, Havaí, Estados Unidos
Pela sua incrível beleza, Waikiki é cenário de muitos filmes, desde a década de 50. Hoje a praia é recheada de hotéis e virou um dos destinos preferidos para quem passa feriados nos Estados Unidos. Mesmo assim, as águas azul-turquesa e as vistas do  Diamond Head compensam o excesso de concreto. A água é rasa e quente e perfeita para banhos
As praias do Havaí têm garantia de águas e areias muito limpa, apesar de Waikiki Beach ser bastante turística e comercial. Por outro lado, isso faz com que seja difícil achar algo barato. Nesse local, os turistas desfrutam de ótimas festas com looks mais casuais.
Brighton Beach, Brighton, Inglaterra
O ar fresco do mar atua como um tônico para qualquer viajante que visita esses lados da Inglaterra. A praia paradisíaca tem charme e pulsos de energia, especialmente nos dias de sol.
O local é cheio de cadeiras e parques de diversão e, aos arredores, o labirinto de ruas pitorescas e ruelas repletas de lojas independentes também fazem sucesso. Apesar de ser considerada limpa pelos padrões britânicos, Brighton não tem bandeira verde para banhistas todos os dias. Aliás, a maré alta é sinal de cuidado.
Barceloneta Beach, Barcelona, Espanha
As praias de Barcelona não são as mais bonitas do mundo, mas Barceloneta Beach é popular devido à sua proximidade com o centro da cidade e ser forrada com palmeiras e apoiada por zumbidos de bares e cafés. Por isso, não faltam opções na hora de escolher algum lugar para comer ou beber um drinque.
Mais de 200 pessoas limpam diariamente as praias de Barcelona. O mar não é perigoso e, além disso, a costa tem uma grande patrulha de salva-vidas. 
Jumeirah Beach, Dubai, Emirados Árabes Unidos
Arranha-céus elevados, megacentros e campos de golfe bem cuidados chamam a atenção, mas o centro das atenções do Oriente Médio continua sendo sua costa. Quando governante Mohammed bin Rashid Al Maktoum decidiu investir em seu potencial turístico, viu as praias imaculadas e águas cristalinas do Golfo Pérsico como um de seus principais ativos.
Em Jumeirah, as águas estão livres do despejo de esgoto por navios. Apesar de sua vista ser bonita, não é como a do Rio de Janeiro. Jumeirah Beach Road está alinhada com restaurantes, mas se você quiser uma bebida alcoólica, terá que ir para um hotel.
Miami Beach, Miami, Florida, Estados Unidos
Não é difícil de entender porque Miami é sinônimo de praia. São mais de 14 quilômetros de costa com areia branca. Suas praias tem uma reputação para o hedonismo e é verdade que as suas discotecas - especialmente na área de South Beach - são ímãs para os ricos, famosos e bonitos. Apesar da fama, a poluição tem sido um problema da região. Mas grupos como ECOMB (Coalizão Ambiental de Miami) têm trabalhado arduamente para espalhar a mensagem de limpeza.
A praia em si não é grande por alimentos, e a venda de álcool é proibida, mas há uma abundância de opções de ruas com bares como a Ocean Drive e a Lincoln Road.
Kitsilano Beach, Vancouver, Canadá
Vancouver é consistentemente classificada entre as aglomerações urbanas mais habitáveis ​​do mundo e você tem que pensar que 18 quilômetros são de praias. Kitsilano ou "kits" é uma das mais populares, com desportista que recusam a ideia de desperdiçar muito tempo em uma toalha. Opções de atividades incluem 10 campos de ténis e dois campos de basquete.
A praia tem areia cinza e águas turvas que muitas vezes não dão a melhor impressão. Mas regularmente são feitas limpezas, além de ser proibido fumar no local. As águas são limpas, próprias para banho, mas muito frias. Montanhas cobertas de neve chamar a atenção.
Clifton Beaches, Cidade do Cabo, África do Sul
Clifton Beaches, na Cidade do Cabo, tem uma grande desvantagem: as águas geladas do Oceano Atlântico e a grande visita de tubarões. Apesar disso, elas continuam sendo um ímã para visitantes, devido à sua beleza natural e imbatível pôr-do-sol. Elas são divididas em quatro pequenas enseadas, mas interligados por pedras enormes do tamanho de carros pequenos.
Uma delas atrai o conjunto endinheirado que vive localmente, outra atrai um contingente considerável gay e outra é mais orientada para a família. A última delas é a mais animada, considerada o point da cidade. Todas elas são limpas e seguem os padrões ambientais pela Fundação Internacional para a Educação Ambiental. Não existem muitos restaurantes por perto e beber álcool não é permitido.